O que é a famosa e temida Tela Azul da Morte?


A tela azul fatal da morte, conhecida em inglês como tela azul da morte (BSOD), ocorre quando o sistema operacional encontra um erro crítico que faz com que o computador desligue ou reinicie inesperadamente. A tela aparece repentinamente por alguns segundos com uma mensagem e código de erro informando o usuário sobre o erro ocorrido para posterior diagnóstico.


Ao longo dos anos, as telas azuis ganharam notoriedade na família de sistemas operacionais Windows. Uma das aparências mais icônicas da tela de erro ocorreu durante uma demonstração do Windows 98 em 1998, quando o CEO da Microsoft, Bill Gates, a mostrou ao público.


Por que a tela azul aparece?


Geralmente, uma tela azul é o resultado de um erro do qual o sistema não pode se recuperar – portanto, a única ação possível é reiniciar o computador. Quando isso acontece, tudo o que está acontecendo na máquina é desligado imediatamente, o que pode acarretar perda de dados não salvos.

No entanto, existem muitos erros que podem causar uma tela azul. No site oficial da Microsoft, a empresa exemplifica alguns dos casos mais comuns:

  • CRITICAL_PROCESS_DIED: Este código de erro ocorre quando uma tela azul ocorre devido a uma falha de hardware ou um problema com um driver instalado;
  • SYSTEM_THREAD_EXCEPTION_NOT_HANDLED: Este erro ocorre quando um driver instalado no sistema falha;
  • DPC_WATCHDOG_VIOLATION: código BSOD devido a incompatibilidade com firmware ou drivers de armazenamento interno ou possível corrupção de dados do sistema.


Na verdade, a tela azul da morte do Windows não acontece diretamente devido ao erro, mas é causada pelo próprio sistema. Stop Now é usado para parar tudo o que acontece no seu computador e evitar mais danos, o que é útil quando você tem problemas de hardware – como superaquecimento.

Obviamente, os códigos de erro de tela azul do Windows mostram apenas o que está causando o problema no momento, mas a raiz do problema pode ser mais profunda – problemas de armazenamento interno, componentes mal conectados ou uma atualização problemática do sistema. No entanto, a análise de sequência pode ajudar profissionais e usuários a identificar melhor a causa do tempo de inatividade repentino.


Histórico das telas azuis do Windows


A primeira ocorrência de telas azuis ocorreu no início dos anos 90 no Windows 3.0. As razões para os problemas naquela época eram muito semelhantes ao que são agora: quando havia um problema com a comunicação de hardware e software, o sistema não conseguia se recuperar do problema e tinha que parar todos os processos.

Naquela época, a interrupção da tela azul da morte era mais desagradável à medida que o espaço de armazenamento se tornava cada vez mais limitado e a velocidade se tornava mais lenta. Documentos inteiros sem backup podem ser perdidos em um instante e ainda existir devido aos mecanismos de segurança da informação, dados pessoais presentes no computador também poderiam ser perdidos na ocorrência.

A cada geração do Windows, a tela azul mudou. Em todos eles, porém, são fornecidas informações e alternativas para solucionar os erros encontrados. Por exemplo, no Windows XP e 7, as informações técnicas são exibidas em código na parte inferior da tela, seguidas por um texto curto que fornece conselhos ao usuário.

Foi a partir do Windows 8 que essa tela voltou a ser uma versão mais simples, até que o Windows 11 passou a frase “Seu PC teve um problema não resolvido e agora precisa reiniciar” seguido do código de erro que ocorreu.

Como corrigir a tela azul do Windows?


Como uma tela azul da morte pode ser uma infinidade de erros, não há uma solução única. No entanto, quando isso acontece, existem algumas boas práticas que podem ajudar os usuários a investigar o problema e prever o que acontecerá no futuro.

A primeira coisa a fazer é observar os códigos de erro para telas azuis e notificações, portanto, fique atento ao que acontece no futuro. Se rolar novamente, você pode pesquisar no Google o código de erro e tentar “refazer seus próprios passos” para tentar replicar o problema de propósito (de preferência salvando todos os documentos corretamente e usando uma cópia de recuperação).

Se o problema não for grave ou for específico do sistema, a reinstalação de drivers e programas pode resolver o problema. Se a tela azul ainda reaparecer, vale a pena considerar restaurar o sistema operacional ou fazer uma instalação limpa.

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Leonardo Bonato Felix

Tem graduação (UFSJ, 2002), mestrado (UFMG, 2004) e doutorado(UFMG, 2006) também em Engenharia Elétrica. Foi pesquisador visitante da University of Southampton-UK (2019-2020). É professor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFV (2006-presente), nas disciplinas de Inteligência Computacional, Sinais e Sistemas, Modelagem e Identificação de Sistemas, Introdução à Engenharia Biomédica, Eletrônica, etc. É pesquisador 1D CNPq, atuando no processamento de sinais biológicos, teoria da detecção e aplicações de inteligência artificial.

Domingos Sárvio Magalhães Valente

Possui graduação em Engenharia Agrícola e Ambiental pela Universidade Federal de Viçosa (2003), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (2007) na área de concentração em Pré-Processamento e Armazenagem de Produtos Agrícolas, doutorado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Viçosa (2010) na área de concentração em Mecanização Agrícola. Pós-doutorado na University of Illinois (Urbana-Champaign) nos Estados Unidos. Atualmente é Professor Associado da Universidade Federal de Viçosa, no Departamento de Engenharia Agrícola, atuando nas Áreas de Mecanização Agrícola, e Agricultura de Precisão e Digital.

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Possui graduação em Estatística pela Universidade Federal do Espírito Santo (2007), mestrado em Estatística Aplicada e Biometria pela Universidade Federal de Viçosa (2009) e doutorado em Estatística e Experimentação Agropecuária pela Universidade Federal de Lavras (2011). Realizou pós-doutorado em Análise de dados Genômicos, via Métodos Econométricos, na North Carolina State University (EUA, 2016). Atualmente, é professor Associado no Departamento de Estatística da Universidade Federal de Viçosa. Tem experiência na área de Probabilidade e Estatística Aplicada, com ênfase em Métodos Estatísticos Aplicados ao Melhoramento - Plantas e Animais, Inteligência Computacional e Aprendizado Estatístico.

Rodolpho Vilela Alves Neves

Possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Viçosa (2011), mestrado (2013) e doutorado (2018) em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo. Entre 2015 e 2016, foi pesquisador visitante na Aalborg University, Dinamarca. Atualmente, é professor adjunto no Departamento de Engenharia Elétrica da UFV. Atua principalmente nos temas geração distribuída e controle de sistemas de energia.

Sabrina de Azevedo Silveira

É graduada em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG-2008) e tem doutorado em Bioinformática (2013). Possui pós-doutorado no European Molecular Biology Laboratory-European Bioinformatics Institute (EMBL-EBI), em Cambridge, no Reino Unido (2019), e no Laboratório de Bioinformática e Sistemas (LBS), do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (2015). Atualmente, é professora no Departamento de Informática (DPI), da Universidade Federal de Viçosa (UFV). É orientadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação da UFV (CAPES 4) e do Programa de Pós-Graduação em Bioinformática da UFMG (CAPES 7). Tem experiência na área de Ciência da Computação e Bioinformática, atuando principalmente nos seguintes temas: predição de função de enzima, mineração de dados, aprendizagem de máquinas, bases de dados biológicos e visualização de dados.

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